Ensaios Judaicos - Jacques Ribemboim Ver maior

Ensaios Judaicos - Jacques Ribemboim

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Livro do escritor pernambucano Jacques Ribemboim.

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R$ 30,00

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Este livro reúne ensaios sobre judaísmo, a maioria deles abordando a histórica presença dos judeus em Pernambuco, desde os primórdios do descobrimento.
Os assuntos são bastante diversificados, incluindo resumos biográficos e textos acerca dos costumes israelitas, suas festividades, gastronomia, arte, literatura e aspectos da geopolítica do Oriente Médio.
Com relação aos judeus no Brasil, o leitor irá perceber, de forma crescente e acentuada, a importância dos descendentes de Jacó na formação étnica e cultural do povo nordestino.

Outros livros do Autor:

- Um Forte sobre as Águas
- Santo Antônio e São José: dois
bairros irmãos (coordenação)
- Pernambuco de Fernão
- Boa Vista: Berço das Artes
Plásticas Pernambucanas
(coaut. com Wilton de Souza)
- The Brazilian Economy during
the 70s and the 80s
- Uma Olinda Judaica (coautoria
com José Alexandre Ribemboim)
- Mudando os Padrões de
Produção e Consumo (org.)
- Nordeste Independente
- Economia da Pesca Sustentável
- O Fim da Velhice: a superação
bem humorada de um conceito
(coorganização Dulce Albert)

Sobre o autor:

Jacques Ribemboim é membro da comunidade judaica do Recife e foi aluno do Colégio Israelita Moysés Chvartz, nos ciclos primário, ginasial e científico.
Nos anos setenta, integrou o movimento juvenil Ichud Habonim, onde foi um dos editores do jornalzinho "Sabra". Ao final da década, presidiu o Grupo Universitário Nitzan, ligado à organização B'nai Brith do Brasil.
Em 1989, demitiu-se da Petrobras para residir em Israel, trabalhando no Kibutz Maabarot, participando da colheita de laranjas. De retorno ao Brasil, passou a se dedicar ao ensino e ao ativismo ambiental e cultural, publicando textos e proferindo palestras sobre a história dos judeus em Pernambuco, dando continuidade ao trabalho de seu pai, José Alexandre Ribemboim.
Em 2006, assumiu a presidência da Synagoga Israelita do Recife, conhecida como "Schil" da Rua Martins Junior, no bairro da Boa Vista, principal ponto de aglutinação religiosa judaica em Pernambuco do século 20.
*
Engenheiro mecânico, engenheiro de petróleo e economista, com mestrado e doutorado na Universidade de Londres e Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente, leciona na UFRPE e é professor convidado da Universidade de Grenoble e da Universidade da Cidade de Nova York.

Trechos do livro:

Ocorre que o primeiro cemitério judeu de Pernambuco foi também o primeiro das Américas. E esta primazia ressalta a importância e a responsabilidade de estudá-lo. Como teria sido este cemitério? Onde se localizava? Que nomes constavam em suas lápides?Quem estava com a razão: Anne Frank ou os filósofos desiludidos? Apostem na pequena que sonhava um dia ser escritora. O seu otimismo contagiante talvez decorresse da solidariedade dos holandeses. Ou, talvez, da decência de um Herr Oskar Schindler, industrial alemão que salvava judeus. Ou, quem sabe, da atitude dos súditos dinamarqueses que decidiram usar a estrela de David, fossem judeus ou não. Ou da coragem do prefeito russo, assassinado por se recusar a entregar seus semitas. Ou em razão de um certo monsieur Souza Dantas, que agilizava vistos para os israelitas aportarem no Brasil (por sua graça, pudemos desfrutar de um Stefan Zweig e de um Otto Maria Carpeaux).É possível se afirmar que existiram ao menos duas "épocas de ouro" do judaísmo pernambucano, ou, pelo menos, dois momentos de apogeu: um deles, no período holandês, entre 1640 e 1654; um segundo, a partir dos anos de 1920. Isso sem mencionar a intensa atividade subterrânea em Olinda quinhentista que, por seu caráter de sigilo, não pôde se manifestar em plenitude.Existe uma tradição de letras entre o povo de Israel. O livro mais lido do mundo foi escrito por seus descendentes. As sinagogas sempre foram redutos de estudos dos textos sagrados. Assim foram escritas a Mishná e a Guemará, que compõem os Talmudim de Jerusalém e da Babilônia. 

Ocorre que o primeiro cemitério judeu de Pernambuco foi também o primeiro das Américas. E esta primazia ressalta a importância e a responsabilidade de estudá-lo. Como teria sido este cemitério? Onde se localizava? Que nomes constavam em suas lápides?

É possível se afirmar que existiram ao menos duas "épocas de ouro" do judaísmo pernambucano, ou, pelo menos, dois momentos de apogeu: um deles, no período holandês, entre 1640 e 1654; um segundo, a partir dos anos de 1920. Isso sem mencionar a intensa atividade subterrânea em Olinda quinhentista que, por seu caráter de sigilo, não pôde se manifestar em plenitude.

Existe uma tradição de letras entre o povo de Israel. O livro mais lido do mundo foi escrito por seus descendentes. As sinagogas sempre foram redutos de estudos dos textos sagrados. Assim foram escritas a Mishná e a Guemará, que compõem os Talmudim de Jerusalém e da Babilônia. 

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Livro do escritor pernambucano Jacques Ribemboim.