Boa Vista: berço das artes plásticas pernambucanas - Jacques Ribemboim e Wilton de Souza

ISBN 978-85-8394-013-5

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“A arte pernambucana nasceu na Boa Vista” esta é a tese central do livro. Um levantamento criterioso da “geografia da arte” mostra nomes, endereços e a atmosfera jovem e cosmopolita que teria sido decisiva para a formação profissional de vários artistas pernambucanos. Além disso, ressalta, às novas gerações, a importância deste bairro para a história recente de Pernambuco.

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Características:
144 páginas em papel couché 150g/m² e tratamento em verniz. Acabamento em capa dura.

“A arte pernambucana nasceu na Boa Vista” - esta é a tese central do livro. Entre 1930 e 1980, dezenas de pintores, escultores, ceramistas, gravuristas, pareciam simplesmente brotar neste bairro, todos com ideias propositivas e inovadoras. São eles que firmarão os contornos de uma arte própria e genuína, tipicamente pernambucana.
Por meio de um levantamento criterioso da “geografia da arte” no Recife, pretende-se mostrar não apenas os nomes e endereços dos artistas, mas, também, a atmosfera jovem e cosmopolita da Boa Vista, que teria sido decisiva para a formação profissional de cada um deles.
Há, ainda, uma intenção adicional subjacente: ressaltar, às novas gerações, a importância deste bairro para a história recente de Pernambuco.


== INTRODUÇÃO ==

O livro “Boa Vista – Berço das Artes Plásticas Pernambucanas”
decorre de uma pesquisa sob encargo da ONG Civitate, no âmbito dos
projetos incentivados pelo Funcultura, Governo do Estado de
Pernambuco. Aproveitando os resultados daquele trabalho, adicionamos
alguns elementos necessários à transformação dos relatórios em uma
publicação editorial.
A Civitate é uma entidade sem ?ns lucrativos que busca a
melhoria da qualidade ambiental dos bairros centrais do Recife, com
foco na Boa Vista.
Assim, estas páginas procuram despertar e reforçar um interesse
especial pelo bairro. Por meio de um levantamento criterioso da arte
produzida em Pernambuco, entre 1930 e 1980, e do registro dos locais
onde moravam, trabalhavam e se divertiam seus protagonistas, o público
poderá descobrir novas feições históricas e afetivas para a Boa Vista.
Durante aqueles cinquenta anos, o bairro foi receptor de milhares
de famílias vindas do interior do estado e também de imigrantes do
exterior, provenientes da Europa e da Ásia. Estes recém-chegados,
juntamente com a população local, fortaleceram a classe média urbana
que vinha se consolidando desde o ?nal do século anterior, constituindo
uma espécie de caldeirão cultural de onde emergirá uma “arte
pernambucana”, com características bastante próprias.
Esta publicação mostra, portanto, quem eram estas pessoas, nem
tão pobres nem tão ricas, quase todos moradores da Boa Vista, homens e
mulheres que revolucionam as artes e letras no estado e que dominarão o
cenário cultural a partir de então. São eles, a?nal, que democratizam a
arte que, antes, estava restrita a velhos círculos oligárquicos que
dominavam a economia e a política local.
Dito isto, cabe ressaltar que não é o propósito deste livro fazer
juízo de valor ou analisar obras e seus autores, mas, sim, demonstrar as
circunstâncias sob as quais se fez brotar um número tão grande de
artistas em um espaço geográ?co tão reduzido.
Neste contexto, apresentaremos mapas indicando os locais das
moradias, seus ateliês e pontos de encontro: escolas, passeios, praças,
teatros, clubes e cinemas, demonstrando a grande concentração espacial
destes endereços na Boa Vista.
Por último, ressaltamos: a relação de nomes e endereços aqui
contida está sujeita a erros e omissões que, ocasionalmente, decorrerão
da di?culdade de se obter informações orais, quase nunca escritas, haja
vista que a maioria das publicações sobre a arte em Pernambuco não se
detém sobre a questão dos locais de residência e de trabalho dos artistas.


== SUMÁRIO ==

APRESENTAÇÃO, p. 11
PREMISSAS, p. 15
Um bairro de artistas, p. 17
A tese do “berçário”, p. 19
Um pouco da história da arte em Pernambuco, p. 21
Um Recife cosmopolita, p. 27
Uma arte pernambucana?, p. 30
HISTÓRIA DO BAIRRO, p. 33
O começo, p. 35
Nos umbrais do século 20, p. 38
A delimitação espacial e temporal, p. 43
ARTE ACADÊMICA E A CHEGADA DA FOTOGRAFIA, p. 47
A revolução fotográ?ca, p. 49
Uma arte do velho século, p. 53
Admirável mundo novo, p. 56
A Escola d e Belas Artes, p. 59
O grupo dos Independentes, p. 64
O PERÍODO 1940-1980, p. 67
A Sociedade de Arte Moderna e o Atelier Coletivo, p. 69
A contribuição dos israelitas, p. 72
ARTISTAS DA BOA VISTA, p. 87
ENDEREÇOS E LOCALIZAÇÕES, p. 119
EPÍLOGO, p. 125
REFERÊNCIAS, p. 131

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Boa Vista: berço das artes plásticas pernambucanas - Jacques Ribemboim e Wilton de Souza

Boa Vista: berço das artes plásticas pernambucanas - Jacques Ribemboim e Wilton de Souza

“A arte pernambucana nasceu na Boa Vista” esta é a tese central do livro. Um levantamento criterioso da “geografia da arte” mostra nomes, endereços e a atmosfera jovem e cosmopolita que teria sido decisiva para a formação profissional de vários artistas pernambucanos. Além disso, ressalta, às novas gerações, a importância deste bairro para a história recente de Pernambuco.